De alguma forma, seria melhor se eu não dissesse nenhuma palavra a você. Mas alguma palavra precisava dizer. Ainda que não saiba de fato se deveria responder, que fique aqui a palavra até que eu descubra.
Me sinto miserável pelo que deixei acontecer na sua vida. Queria me forçar e ser diferente, mas infelizmente não consigo parar.
São 6 da manhã, e eu estou me atrasando pra prova. Li o que você escreveu sobre como você se sente e as lágrimas não exitaram.
Eu sei como é bom o jeito que você quer sentir, e ruim o estado atual.
Eu já estive nos dois lugares.
Mas agora...
Eu devo ser apenas a 'heartless bitch' que todo mundo pensa.
Não queria que achasse que fui falsa. Ou que, só de sacanagem, não quero corresponder seus sentimentos.
E só não queria prosseguir na vida fingindo; como já fiz tantas e tantas vezes; como você sabe que é ruim.
Even if that is not the love you've been looking for, I do love you.
And I'm so (SO!) sorry for what I feel not beeing enough
I wish you the best even if you no longer will be by my side, although I no longer know how to live without you.
If I have a choice...
But my time is running out and I have to go.
Maybe someday I'll find enought courage to show this to you, sweetheart ( And in your case, this is not just a cute nick, your heart is so pure and you, so sweet. The problem was never on you.)
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
It was the rain...
Não olhou para o céu? Se não olhou, também não notou os relampejos, e relâmpagos, e raios ou qualquer coisa que funcione como alegação de calúnia, perjúrio e difamação: ninguém sabe o que é, de fato; apenas se diz, espere que um deles sirva. Hoje talvez seja uma das minhas piores mensagens, mas precisava manter meus dedos em movimento, para que de alguma forma meu sangue se esquente e eu comece a pensar.
Desculpe-me. Você não viu o céu fechado, as nuvens em cumulus. Tudo se aproximando de você? Se visse, saberia que ia chover. E agora está tudo molhado.
Não foi sua culpa, foi minha. E, de alguma forma, não foi um 'minha' que eu possa me responsabilizar. Eu não conseguia pensar; não conseguia parar de correr e me afastar. Eu achei que estava com raiva, mas não era raiva - não conseguia parar.
Então, me deixei ir embora. Seus risos não me estressaram, de forma alguma algo tão simples poderia me deixar tão abalada. Por mais que possa parecer relacionado, te asseguro não ser.
Acho que são os dias escuros, eles não me deixam sobreviver!
Eu não sei muito bem o que acontece nesse tipo de clima. É como se a minha ligação fosse mais forte que eu. Como se algo me controlasse. Todos sabem que não sou assim, que sempre me mantive muito dona de mim.
Eu queria correr e voltar ao seu lado. Eu queria rir dos teus risos, engolí-los e fazê-los parte de mim. Mas eu, e logo eu que não sou agressiva... mentira, sou! Logo eu que tento não ser injusta, e agir da forma que as pessoas não merecem, fui egoísta. Errei. Cansei seus risos até fazê-los se apagar. E o dia, que já estava tempestuoso, percebi que no silêncio, ficou mais escuro.
Desculpe-me. Você não viu o céu fechado, as nuvens em cumulus. Tudo se aproximando de você? Se visse, saberia que ia chover. E agora está tudo molhado.
Não foi sua culpa, foi minha. E, de alguma forma, não foi um 'minha' que eu possa me responsabilizar. Eu não conseguia pensar; não conseguia parar de correr e me afastar. Eu achei que estava com raiva, mas não era raiva - não conseguia parar.
Então, me deixei ir embora. Seus risos não me estressaram, de forma alguma algo tão simples poderia me deixar tão abalada. Por mais que possa parecer relacionado, te asseguro não ser.
Acho que são os dias escuros, eles não me deixam sobreviver!
Eu não sei muito bem o que acontece nesse tipo de clima. É como se a minha ligação fosse mais forte que eu. Como se algo me controlasse. Todos sabem que não sou assim, que sempre me mantive muito dona de mim.
Eu queria correr e voltar ao seu lado. Eu queria rir dos teus risos, engolí-los e fazê-los parte de mim. Mas eu, e logo eu que não sou agressiva... mentira, sou! Logo eu que tento não ser injusta, e agir da forma que as pessoas não merecem, fui egoísta. Errei. Cansei seus risos até fazê-los se apagar. E o dia, que já estava tempestuoso, percebi que no silêncio, ficou mais escuro.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Sua bunda - a banda
O terror psicológico um dia precisa ser combatido. Eu sempre tive um medo absurdo de falar em público, um medo torturante de me expor em voz alta. Eu, que sempre produzi textos para dizer o que eu sentia e eu, que sempre fiquei só no pensamento.
Desde sempre fui introspectiva. Aqui estou eu na Comunicação Social com este agravante de discriminação, ainda que seja apaixonada pelas teorias e estudos, pesquisas e produções escritas.
Os anos que passaram da minha vida servidam de embarcação; nela, vou sempre me esforçando para corrigir meus defeitos. Deste modo, a cada tentativa tenho conseguido, uma onda de cada vez, me libertar de tudo que me mantém presa dentro de mim.
Por estas razões, tento cantarolar em todos os eventos que organizamos. Me esforçando mais, uma tortura que é tão forte pra mim que me torna masoquista, inicio Sua bunda. Sim, nome estranho. Mas é uma banda simpática, ou duas bandas... não sei!
Aproveito este espaço para divulgar para vocês.
Segue o link com Every Breath You Take, do The Police.
Espero que gostem.
http://www.4shared.com/audio/ZadPZCTg/Every_breath_you_take__-__Sua_.htm
Desde sempre fui introspectiva. Aqui estou eu na Comunicação Social com este agravante de discriminação, ainda que seja apaixonada pelas teorias e estudos, pesquisas e produções escritas.
Os anos que passaram da minha vida servidam de embarcação; nela, vou sempre me esforçando para corrigir meus defeitos. Deste modo, a cada tentativa tenho conseguido, uma onda de cada vez, me libertar de tudo que me mantém presa dentro de mim.
Por estas razões, tento cantarolar em todos os eventos que organizamos. Me esforçando mais, uma tortura que é tão forte pra mim que me torna masoquista, inicio Sua bunda. Sim, nome estranho. Mas é uma banda simpática, ou duas bandas... não sei!
Aproveito este espaço para divulgar para vocês.
Segue o link com Every Breath You Take, do The Police.
Espero que gostem.
http://www.4shared.com/audio/ZadPZCTg/Every_breath_you_take__-__Sua_.htm
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Limite
Se não sou livre como gostaria, é minha escolha? E você diria que sim. Mas explico que não sou livre porque não sou capaz de me mover aleatoriamente como se minhas ações não possuíssem consequencia.
Se alguém se magoa por algo que eu fiz, ainda que indiretamente,não devo eu me privar do que quero para evitar o sofrimento alheio? Teoricamente, não; não devia! Mas como posso? Não quero e nem vou me tornar diferente daquilo que sou por causa do sentimento alheio. Antes, me privo de seguir minhas vontades.
Sempre me mandaram cortar e ser grossa com as pessoas que me destratam. E por que devia? Se o erro está nelas, não sou eu aquela que deve mudar. Ou tratar sem a simpatia que me é característica. Afinal, não vou mudar quem sou porque as pessoas são grossas.
Da mesma forma, se algo que eu fiz deixou alguém sofrer, infelizmente, é culpa exclusivamente dessa pessoa, que não soube lidar com seus sentimentos. Deveria eu me tornar insensível e não me preocupar com os sentimentos que dependem de mim posto que sou o oposto desse tipo de pessoa?
Eu queria liberdade, sim.Mas a quero enquanto essa pessoa que sou. E prefiro não tê-la do que mudar tudo que me torna tão única.
Se alguém se magoa por algo que eu fiz, ainda que indiretamente,não devo eu me privar do que quero para evitar o sofrimento alheio? Teoricamente, não; não devia! Mas como posso? Não quero e nem vou me tornar diferente daquilo que sou por causa do sentimento alheio. Antes, me privo de seguir minhas vontades.
Sempre me mandaram cortar e ser grossa com as pessoas que me destratam. E por que devia? Se o erro está nelas, não sou eu aquela que deve mudar. Ou tratar sem a simpatia que me é característica. Afinal, não vou mudar quem sou porque as pessoas são grossas.
Da mesma forma, se algo que eu fiz deixou alguém sofrer, infelizmente, é culpa exclusivamente dessa pessoa, que não soube lidar com seus sentimentos. Deveria eu me tornar insensível e não me preocupar com os sentimentos que dependem de mim posto que sou o oposto desse tipo de pessoa?
Eu queria liberdade, sim.Mas a quero enquanto essa pessoa que sou. E prefiro não tê-la do que mudar tudo que me torna tão única.
domingo, 5 de setembro de 2010
Queria que entendesse.
Queria que entendesse mas ao mesmo tempo sei que é difícil. Não é uma lógica comum, como nunca foi. Antes eu achava que enquanto as pessoas se gostavam não havia razão para elas ficarem separadas, sempre existia um modo de consertar as coisas. Mas como pude eu esquecer que os sentimentos existem mesmo considerando distâncias? Encontrei agora, novamente, os sentimentos que havia perdido. Mas não estou correndo de volta. Prefiro sentí-los na paz do meu quarto, e ser livre. A maioria das pessoas não sabe o quanto é reconfortante o amor platônico. Sim, eu realmente acho. Como é bom receber os sentimentos valiosos e não ter obrigação para com eles. Acho que cansei dos sentimentos dos outros dependerem de mim. Só não quis mais deixar de fazer alguma coisa para evitar tristezas e, infelizmente, o jeito de evitar essas tristezas foi dizer tchau. Me perdoe por isso, mas eu nunca quis ser uma má companhia. Quis ser dedicada, fazer feliz e ajudar. Mas parece que toda vez que eu faço isso causo essa dependencia.
Acho que os humanos pedem por ajuda e se tornam escravas dela. Não entendem os sentimentos como ações. Algo que se recebe e trás satisfação. Apenas querem mais e mais. E eu cansei de me fazer esperar, me privar e tudo mais. Cansei de mudar as pessoas.
Queria que entendesse mas ao mesmo tempo sei que é difícil. Não é uma lógica comum, como nunca foi. Antes eu achava que enquanto as pessoas se gostavam não havia razão para elas ficarem separadas, sempre existia um modo de consertar as coisas. Mas como pude eu esquecer que os sentimentos existem mesmo considerando distâncias? Encontrei agora, novamente, os sentimentos que havia perdido. Mas não estou correndo de volta. Prefiro sentí-los na paz do meu quarto, e ser livre. A maioria das pessoas não sabe o quanto é reconfortante o amor platônico. Sim, eu realmente acho. Como é bom receber os sentimentos valiosos e não ter obrigação para com eles. Acho que cansei dos sentimentos dos outros dependerem de mim. Só não quis mais deixar de fazer alguma coisa para evitar tristezas e, infelizmente, o jeito de evitar essas tristezas foi dizer tchau. Me perdoe por isso, mas eu nunca quis ser uma má companhia. Quis ser dedicada, fazer feliz e ajudar. Mas parece que toda vez que eu faço isso causo essa dependencia.
Acho que os humanos pedem por ajuda e se tornam escravas dela. Não entendem os sentimentos como ações. Algo que se recebe e trás satisfação. Apenas querem mais e mais. E eu cansei de me fazer esperar, me privar e tudo mais. Cansei de mudar as pessoas.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Carrego a dor do mundo como se fosse minha. Simplesmente porque sou capaz de chorar pelos outros, mesmo os desconhecidos, como pouca gente consegue fazer. O peso que se coloca em minhas costas é desnecessário mas ao mesmo tempo inevitável uma vez que é escolha minha e eu caminho para ele. Eu gosto de me preocupar, eu gosto de ficar triste quando não posso ajudar, eu gosto de sofrer pela falta que faz o controle que não possuo sobre o caminho do mundo.
Eu juraria aqui que a minha vida não é perfeita. Mas prefiro ressaltar aquilo que é bom, e tenho capacidade para fazer as pessoas pensarem o que eu quiser sobre mim. Eu sei, que com o que eu tenho de história, poderia parecer sortuda ou azarada. É um problema únicamente de destaque.
Prefiro dar à minha vida um toque de arte e felicidade, algo que faça parecer mágico por fora, ainda sabendo que nem sempre a verdade é feliz. Por que comemoraria eu pelos fracassos e pelas perdas?
As pessoas não admiram a perfeição. Porque ela não existe entre os humanos. Elas admiram detalhes. Pedacinhos qualitativos que cada um possui e, além de possuir, demonstra. Você não sabe? As pessoas só conhecem de você aquilo que você permite.
Descobri também que meus princípios estão entranhados em mim desde que eu era pequena. Achei um texto que resume perfeitamente o que ando pensando. E eu descobri, e isso tem mais tempo, que pensar me torna real. Minha consciencia é a prova de que existo. Por isso me recuso até o fim a perdê-la. Em bebidas, em drogas e em suicídio. E recuso porque sei o quanto é importante, o quanto a minha existência é uma benção. Não só para a mim, mas também para as pessoas que eu tento ser capaz de ajudar. Como poderia eu acordar num dia seguinte sem lembrar do que aconteceu na noite passada? Eu não teria existido. Não teria lembranças, teria perdido minha cosciencia que é tão essencial.
E aqui vai um pouco de mim. Num texto sem estética, sem correção ou edição, e sem a preocupação de sempre na clareza das minhas palavras. Escrevi sem medir, sem comedir as palavras. E assim ele chega, espero que entendam.
Eu juraria aqui que a minha vida não é perfeita. Mas prefiro ressaltar aquilo que é bom, e tenho capacidade para fazer as pessoas pensarem o que eu quiser sobre mim. Eu sei, que com o que eu tenho de história, poderia parecer sortuda ou azarada. É um problema únicamente de destaque.
Prefiro dar à minha vida um toque de arte e felicidade, algo que faça parecer mágico por fora, ainda sabendo que nem sempre a verdade é feliz. Por que comemoraria eu pelos fracassos e pelas perdas?
As pessoas não admiram a perfeição. Porque ela não existe entre os humanos. Elas admiram detalhes. Pedacinhos qualitativos que cada um possui e, além de possuir, demonstra. Você não sabe? As pessoas só conhecem de você aquilo que você permite.
Descobri também que meus princípios estão entranhados em mim desde que eu era pequena. Achei um texto que resume perfeitamente o que ando pensando. E eu descobri, e isso tem mais tempo, que pensar me torna real. Minha consciencia é a prova de que existo. Por isso me recuso até o fim a perdê-la. Em bebidas, em drogas e em suicídio. E recuso porque sei o quanto é importante, o quanto a minha existência é uma benção. Não só para a mim, mas também para as pessoas que eu tento ser capaz de ajudar. Como poderia eu acordar num dia seguinte sem lembrar do que aconteceu na noite passada? Eu não teria existido. Não teria lembranças, teria perdido minha cosciencia que é tão essencial.
E aqui vai um pouco de mim. Num texto sem estética, sem correção ou edição, e sem a preocupação de sempre na clareza das minhas palavras. Escrevi sem medir, sem comedir as palavras. E assim ele chega, espero que entendam.
domingo, 25 de julho de 2010
Farewell
Os olhos ardem e o peito dói. Não fui capaz de manter os sentimentos que tinha e agora não posso por fogo nas cinzas que me restam. Tudo que eu tinha, amor, você merecia e continua a merecer. Mas sempre tive dificuldade no 'para sempre' e nunca consegui permanecer por muito tempo a mesma. As ideias na minha cabeça se confundem e eu não quero ser isso. Eu quero sentir, quero sorrir ao sol, quero escutar músicas e senti-las vibrando. Eu não posso amar sem estar apaixonada, sem sentir arrepio no toque e gosto no beijo. E eu poderia continuar tentando, mas seria justo? Seria certo?
Nesse momento, sei que sou um anjo. E estive na sua vida para mantê-lo vivendo até conseguir as coisas boas com as quais você sempre sonhou. Você as tem agora, você não precisa mais de mim. Siga seu caminho feliz, porque eu não mereço se não consigo amar um namorado tão perfeito.
Nesse momento, sei que sou um anjo. E estive na sua vida para mantê-lo vivendo até conseguir as coisas boas com as quais você sempre sonhou. Você as tem agora, você não precisa mais de mim. Siga seu caminho feliz, porque eu não mereço se não consigo amar um namorado tão perfeito.
domingo, 27 de junho de 2010
For your entertainment
Neste momento estou cansada. Cansada das pessoas que fingem se importar comigo mas que eu só vejo falar e falar, e observo os lábios se mexendo e formando nada além de palavras. Estou em crise de personalidade, sentimental, frescuras e bobeiras que pertencem a mim e que vão ter que ficar aqui simplesmente porque ninguém pode ouvir o que eu tenho a dizer. E continuam me interpretando mal e me vendo de uma forma que eu estou cansada de representar. Por muito tempo eu fui apenas a menina esquisita e agora me sinto cobrada a mudar, a ser adulta, a parecer séria e passar confiança. Eu tento e me sinto presa, e sofro e me sinto triste. E, ainda assim, não é algo do qual eu possa falar. Porque se falo sou chata, ´é um assunto desinteressante. E, além de não prestar atenção, as pessoas ficam chateadas por me chatear e ficam falando de seus próprios sentimentos em vez de me ouvir. E ele diria: - mas eu perguntei. Só posso responder que quando eu quis falar, você não escutou. E quando eu quis repetir, você se dispersou. E eu me sinto nada agora, como costumo me sentir sempre que o assunto sou eu. Sempre que eu tento pensar em mim mesma e achar que as pessoas me darão a mesma importância que eu desperdiço. E não sei porque perco meu tempo chorando se sei que eu estou aqui para sofrer por isso, para ajudar os outros e só. Ser só um ombro. Só que agora, só agora (e me perdoe pelo meu momento de fraqueza) eu cansei de ouvir o quanto eu sou legal, o quanto eu sou importante. Porque agora eu não quero só ouvir se não sou.
Passo tanto tempo fingindo que estou bem para proteger as pessoas de se preocuparem, mas infelizmente não posso fazer isso todo o tempo e os meus sentimentos têm que ser respeitados.
Passo tanto tempo fingindo que estou bem para proteger as pessoas de se preocuparem, mas infelizmente não posso fazer isso todo o tempo e os meus sentimentos têm que ser respeitados.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
His
A história de amor que se pôs em fogo caminha para as cinzas. Assim como tudo aquilo que caminha rápido demais acaba por se cansar. E termina. E entramos em sofrimento. A atenção que ele me deu foi demais e me embebedou. Molhou meus lábios e transformou-os em carne viva, vermelha e pulsante. Enquanto estava embriagada tudo foi anestesiado mas por hora vejo e percebo que o fim está próximo como uma canção.
E seria certo continuar? Seria certo manter o calor de uma paixão incompleta? Não posso negar que sentiria falta, e como sentiria, assim como sentirei. E ainda assim pratico meu ato de permanecer, expondo meu rosto, sorrindo e cantando, como sempre estou e sempre estarei.
E seria certo continuar? Seria certo manter o calor de uma paixão incompleta? Não posso negar que sentiria falta, e como sentiria, assim como sentirei. E ainda assim pratico meu ato de permanecer, expondo meu rosto, sorrindo e cantando, como sempre estou e sempre estarei.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Untitled.
Havia uma garota. Estava parada na esquina numa daquelas noites úmidas que incitam as lágrimas a se expor nos olhos junto com o fungar de narizes vermelhos. Havia uma garota ali e isso é muito mais importante do que pode parecer. A presença dela foi suficiente para me inspirar e eu não sei nem o porquê. Sua pele era clara como um raio de luz. E o cabelo, preso num coque alto, em conjunto com sua postura delicada nos convidava a imaginá-la bailarina. Usava jeans e blusa com listras horizontais que intercalavam preto e branco. Contraste esse das cores opostas na blusa, que se relacionavam ressaltando seu contraste no local: quando tudo mais estava escuro, a luz só a refletia aos olhos. Olhava ansiosa pela esquina afora – estava esperando algo. Passei por ela, a observei por um tempo e esse algo nunca apareceu; não para mim. Talvez para ela sim, ela que esperou o bastante. Talvez os apressados descontextualizados nunca saibam o momento certo pelo qual esperar ou apenas não são paciencientes. Talvez isso envolva a esperança; esperança que nos move a esperar por tudo que desejamos e acreditar que sonhos se concretizam. Ou podemos nos apegar ao conformismo e viver uma vida linear, tudo é escolha. Mas naquela noite, havia uma garota ali. E o futuro pode não ser como os filmes, o passado pode ser cheio de ilusões e o motivo ser banal. Mas nunca, em nenhuma discussão, alguém poderá dizer que ela não estava ali. Algumas coisas na vida são indiscutíveis.
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