quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Talvez o último abraço

Tentei dizer as palavras certas, mas muito do que eu disse foi correspondido com aspereza. Tentei ser sincera em vez de fingir que estava tudo bem guardando a dor só pra mim, por confiança, porque achei que não fosse ser tratada sem consideração por tudo que significamos um para o outro, mas eu estava enganada.
Sabe, Weirdo, você me consertou, quando eu acreditei que não poderia amar de novo. Agora você me pede para largar isso e ficar sem compromisso, se era isso que eu era antes de me apaixonar por você. Não posso, seria admitir que todo o discurso de dar uma chance a nós dois juntos significaria nada e voltaríamos ao início, sem importância.
Quando você disse que seria o último abraço, não quis que você fosse embora, nos aproximamos mais. Mas sei que minha despedida não significa o mesmo e somente eu sentirei ser falta, porque nem todo mundo consegue agir pensando em toda a história, e não só no último momento, que foi ruim.
Hoje você me decepcionou, porque quando as pessoas são especiais de verdade, elas demoram ou não são substituídas, e se ja há alguém em meu lugar é porque eu sempre estive certa, e sempre foi cedo demais pros sentimentos que você disse ter, mas que não significam nada nos momentos difíceis.
Esquecer não é fácil quando a gente ama. Talvez nem seja necessário, de fato, esquecer. Ninguém estará no mesmo lugar da pessoa que eu imaginarei apaixonada por mim. Afinal, prefiro as lembranças boas do que o que você demonstrou ser real.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Eu costumava ser tudo, costumava ser única e especial. Em que ponto me tornei esse lixo que você deseja pisar em cima? Ouvi suas palavras e não acreditada. Em que parte me tornei uma pessoa que não merece devida importância e respeito?
Quando você teve dúvidas, me postei ao seu lado. Quando não achava amor, dividi o meu com você. Quando toda luta parecia sem sentido, te mostrei o motivo de estarmos aqui hoje.
Você me disse que estava destruído e me ofereci para te refazer. Você disse que sentia ódio e queria estar sozinho. E te disse que querer ficar sozinho era o que te trazia o sentimento ruim.
Te conquistei, fiz seus olhos brilharem uma vez mais. E você... você pisou em mim e me chamou de inferno, quando tentei ajudar. Disse para eu te deixar em paz quando quis segurar sua mão.
Me tratou como se eu não significasse nada e nunca tivesse.
Amor é uma coisa que nos deixa tão vulneráveis...
E é engraçado como amor sem controle se torna ódio tão facilmente.
Até minha amizade foi recusada como falsidade.
Eu não fiz nada de errado, nada de mal, não trouxe problema algum e fui tratada como a pior pessoa do mundo.
Te disse que por você eu morreria tentando e que isso valeria a pena. Você... riu de mim. Disse que nada importada.
Disse que queria ser feliz sem mim, como se eu não fosse capaz de trazer nenhuma felicidade. Meu amor, se não pude te deixar feliz. Me desculpe. Se não pude fazer você sentir o mesmo que eu sinto, me perdoa. Sinto muito por mim, pelo trabalho que tive tentando, pela dor que hoje eu sinto, por amar uma pessoa que não me quis e me maltratou. Enquanto eu estava lá só para ajudar, só para afastar as confusões.
É decepcionante se dedicar a alguma coisa quando ela não dá certo... Eu nunca gostei de perder meu tempo. Mas sabe, valeu a pena ter sentido tudo que senti. Porque hoje sofro, mas n/ao estou quebrada. Sou eu, a mesma boba apaixonada de sempre, sofrendo por mais uma pessoa que não sabe o que sente por mim...

sábado, 8 de outubro de 2011

Hoje me lembro do quanto era bom sentar no galho mais alto da árvore e sentir ele balançar com o vento frio. Costumava passar horas sentindo, quando era criança. E me lembro, consequentemente, do quanto era bom poder me sentir livre de tarefas a cumprir e de pessoas para bajular. E me lembro dos meus pais saberem o quanto eu me importava com eles pelas minhas ações e não duvidavam disso quando eu precisava de um tempo sozinha.
Achei que seria sempre assim e que as pessoas não duvidariam dos seus sentimentos ou intenções por uma vez que você deixa de dizer. Era tudo tão simples... Nunca achei que tivesse que lutar para convencer alguém do quanto puros são meus sentimentos, enquanto mantivesse meus olhos brilhando.
Sempre me apeguei a tudo que é meu: minhas memórias, minhas raízes, meus conceitos. Me formei e me permiti mudar com argumentos bons o suficiente, para que não fosse arrogante.
E, agora, com a vida turbulenta como se tornou, trazia minha paz de volta tocando na terra enquanto cultivo minhas rosas e margaridas. Preciso me lembrar de que nunca perderei o que é essencial para mim. De tempos em tempos, as faltas de flores vão fazer minha atenção se esvair, mas sei que uma hora ela vai voltar para o lugar certo, como sempre volta.
A verdade é que cansei de correr atrás, para exigir o que é meu. Da mesma forma que sempre discordei quando disseram que eu devia passar a dar foras em pessoas grossas comigo, e esse tipo de coisa. Oras, eu continuo no mesmo lugar e, se sou gentil, deixaria a grosseria vencer? Se fui magoada devo exigir desculpas, uma ver que a pessoa culpada não faz questão de entregá-las? Estou bem comigo mesma, certa de meus conceitos e sentimentos, certa de com quem me importo e que não preciso convencer a ninguém que não queira acreditar de graça.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Em que ponto perdemos tudo que sempre fomos e deixamos nossos sentimentos e desejos serem desgastados com cobranças sem fim? Queremos sempre o início novamente, porque é nele que os sentimentos são puros. O presente nos oferece saudades do passado mas será também saudade quando se tornar futuro. Então vivemos disso? Nos lamentamos por tudo aquilo que não vivemos para sempre achar tudo aquilo que não temos melhor?
O que eu sei é que agora eu estou viva. E que tenho escolhas. Coisas que no passado já se foram e eu não posso mudar. Você está preso à sua história e às vezes você queria ter feito diferente. Mas, oras, no presente você pode. Você pode ser diferente, você opta pelos caminhos que te fazem feliz para que no futuro você sinta falta deles. Do que é que sentimos tanta saudade afinal? Ou, se sentimos, por que é que achamos isso bom? Se o tempo já foi perdido resta-nos alegria ou arrependimento e só. Você não vai sentir o que já sentiu, tudo acontece no agora.
Por tanto tempo me soterrei de emoções passadas, como canso de fazer vez após vez. E magoo a mim mesma, sozinha como sempre fiz, além de quem está no caminho. Lembrei de uma poesia escrita por um amigo onde vejo que tenho tudo que preciso e, apesar disso, sou sempre insatisfeita e exigente com tudo e com todos.
Desculpa, não sei se sei ser diferente disso. No fundo, acho que só eu me entendo. Não sei quantos vão resistir ao meu lado. Antes, fosse eu pobre de tudo que poderia me fazer feliz, do que ter uma vida perfeita que me perde no tempo. Acho que é isso, vivo como se não pertencesse ao meu tempo. Deito a cabeça no travesseiro e enxergo lembras e não meu teto. Olho pela janela e enxergo poesia e não um cenário. Conheço personagens e não pessoas. Só que histórias acabam todo o tempo. Mas a vida somente uma vez. Posto isso, devo me concentrar em viver linearmente. E saber que isso trará um só climax na minha vida e não escolherei quando ele virá e nem saberei quando se for. Alguém vai poder dizer depois de tudo. Alguém que não vou ouvir.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Olhos nos olhos, fogo entrelaçando, enquanto nos entregamos e nos perdemos. Descubro seu corpo, deslizo sua pele até que eu possa descrever a cena com a mesma paixão. Talvez até pareça que minhas palavras tenham voltado aos lábios. Como se sangue pulsante trouxesse vida à minha inspiração. Como se seu cheiro trouxesse alimento para minha imaginação. Sinto meu calor e mais, sinto o seu calor em mim. Me cobrindo com asas de anjo e apagando o mundo em volta enquanto tudo dá rodopios Minha lógica se espalha em lençóis antes de escorrer e se abrigar num canto escuro: tudo em nome da diversão. Pois a verdade é que o sorriso ardente coexiste com todo arranhão e mordida, provocando e clamando por mais.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Me desespero para encontrar
A forma mais sincera de contar
Como é puro aquilo que sinto
Como amo quem está ao meu lado
Mas não encontro
Ainda não sei expressar totalmente
Aquilo que sente o coração que é teu
E não tenho escrito em muito tempo
Agora que venho as palavras me faltam
Porque o sentimento,
Este sempre esteve no mesmo lugar.
Mas as mãos tremem
Os olhos fraquejam
É difícil falar de amor sem chorar
É difícil te olhar nos olhos
Sem me deixar apaixonar
Conquista é um processo natural
E no teu jeito tem um charme
Você me fascina
Seu sorriso me encanta
E naqueles momentos de tristeza
É o que me trás de volta à alegria
Chego ao ponto em que penso
Que só preciso de amor pra ser feliz
Ainda que boba, sigo em paz
Guardando meu coração puro
E seguro, nas mãos de quem amo

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Existe magia em mim. Magia que se manifesta como um calor aquecendo meu coração e cintilando ao mundo em forma de palavras. Não posso dizer ao certo quando expressar-se começou a ser importante para mim, mas sei que não fazê-lo me deixa pesada, como se todas as emoções se acumulassem sem poder expandir.
Sempre quis deixar registros, traços de que um dia fui real. De que tudo que eu vivi aconteceu e nada foi imaginado.
E de tudo que acontece, preciso dizer que estou amando. Me sinto confortável para dizer a quem quiser ouvir e fazer do que sinto uma memória eterna.
Um dia não estarei mais aqui, porque esse é o certo. Mas que os sentimentos que eu tenho jamais sejam esquecidos. Eles vão estar guardados aqui para você, meu amor, para que você nunca esqueça que existe alguém cujo coração bate ao pensar em você. E que lágrimas escorrem dos olhos ao passo que noto o quanto é puro o sentimento que possuo.
Não sei bem ao certo como as pessoas podem viver de diversão, sem os sentimentos que fico feliz em ter. Às vezes, fico pensando nelas... sinto pena. E acho que só sou capaz de me divertir e de ser tão feliz porque meu coração é completo. E ele é completo pelo amor que foi conquistado.

domingo, 17 de julho de 2011

Se justiça nunca me falta, porque não consigo ser realista? Consciencia de que tenho uma ótima vida, cercada de boas companhias e que além de não ser de tudo ruim, tenho qualidades, não me falta. Mas persevera a falta de confiança. Como posso me apegar tanto a alguém, se me apegar cria a chance de perder tudo que construi. Me abrir signigica não ser boa o suficiente, ser trocada ou substituída. Não depende de confiança, sentimentos que podem mudar mesmo quando não queremos. De repente penso e me sinto tão pouco pra sustentar o amor que existe por mim. Como eu poderia não confiar nos outros? Se o erro é que não posso confiar em mim. Pessoas me aceitam melhor do que eu mesma faço. Amigos acreditam em mim mais do que eu.
Sou instável e imperfeita, assim como todo mundo. Sou real. E não me conformo com isso.

OBRIGADA PELA PACIENCIA!
Vejo as suas fotos pra matar saudades
Toda vez que não te encontro do meu lado
Mas sei que tristeza não é o que eu sinto
Pois toda vez que te vejo, aproveito a chance
Quando estou só é que penso no quanto te quero
E digo que quero um tempo pra mim
Quando tempo, pra mim, é pra te ter na imaginação
Não existo separadamente mais

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Em dado momento a pressão é forte demais...
É tanta coisa pra fazer enquanto o tempo é tão pouco...
Gostaria de me dedicar mais nos estudos, ou no trabalho, mas não quero me dedicar mais quando o assunto sou eu.
Eu só quero estar feliz mais tempo, com menos coisas atrapalhando até meu sono.
Não tenho problemas em escolher qualquer coisa antes da minha vontade se eu for, ao menos, feliz.
Tudo que posso fazer é continuar tentando, mas minha felicidade não depende só de mim.
Me alegro por pouco. Agora, vi fotos que trouxeram mais amor ao meu dia. Mas quanto tempo durará?