Antes era deslocado. Uma amizade difícil a ser conquistada. Não havia intimidade ou carinho. Havia afinidade. Algo perdido em comum. Alguns incentivos-porradas para te forçar a participar mais das conversas do grupo de amigos. Desde o começo, algo em você me chamou atenção, mas não sabia muito bem o que era.
Percebi depois que me importava muito (novidade!); Que tinha a necessidade te saber se você estava bem. Ficava ansiosa pelas caminhadas de domingo de noite para discutir super poderes e pensar em projetos que nunca colocaríamos em prática. E era um bom tempo.
Em algum momento, você começou a se importar também. Me fez feliz com chocolate. Me fez chorar com uma carta. Tudo em nossa história se transformou em detalhes que não posso esquecer.
De repente, você se mudou. Para longe. E eu, que já não podia mais te ver todo dia quando a escola acabou, tive que me conformar com a ideia de também não te ver mais todo final de semana. E foi uma droga. Existiram vários momentos em que eu queria que você estivesse aqui. Assim como houveram outros em que pude procurar abrigo nessa distância e me isolar do meu mundo problemático simplesmente indo te visitar.
É engraçado pensar em como você falava tão pouco no início e agora virou a pessoa com quem mais consigo conversar. Falar com você é tão fácil. Você me entende tão bem. Eu sequer preciso terminar uma frase.
Hoje, quando te encontro, posso conversar com você por horas, não ver o dia acabar, e não há tédio algum. Posso ficar olhando para a parede ou tirando fotos de pés que também não é constrangedor. Com você, eu rio das coisas mais estúpidas, reclamo das pessoas mais estúpidas, porque você é o amigo que todo mundo precisa ter pelo menos um.
Posso não ser a melhor pessoa para demonstrar isso tudo nesse mundo online amaldiçoado, mas tenho certeza de que nada está se perdendo quando olho para você pessoalmente.
Espero que você saiba disso tudo. E que tenha certeza do quanto de valorizo, mesmo te descrevendo para todo mundo (inclusive você) como um completo desastre incapaz de executar tarefas simples.
Feliz dia do Ricardo!
terça-feira, 1 de março de 2016
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
10 anos
E ontem completaram 10 anos. Ontem, ou antes de ontem. Eu e minha mãe sempre discutimos quanto à data. Talvez porque aconteceu de noite, na virada dela. Eu estava em casa. A casa em que nunca mais morei depois dessa noite. Com a família que nunca mais tive depois dessa noite. E estávamos cada um em um cômodo, sabe? Não havia pressão para tentar conversar. Só estávamos lá e era suficiente. E então você se foi. E desde então eu me escondo. Minha irmã foge. E minha mãe se esforça para compensar com medo de ficar só.
Eu não posso dizer que não é justo, meu bordão preferido. Porque, na verdade, é. Acontece com todo mundo em determinado momento.
Achei que ia me sentir melhor escrevendo mas estava errada. Vou interromper esse texto por aqui. Um dia continuo.
Eu não posso dizer que não é justo, meu bordão preferido. Porque, na verdade, é. Acontece com todo mundo em determinado momento.
Achei que ia me sentir melhor escrevendo mas estava errada. Vou interromper esse texto por aqui. Um dia continuo.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Volta às aulas
Hoje não vim dizer que te amo. Você já sabe. E não é o que precisa ser relembrado nesse momento. Hoje não. Hoje, vim dizer que sei que você me ama. Sei que o cansaço em excesso vai começar a aparecer, junto com o mau humor e a falta de tempo, que em conjunto te impedirão de fazer declarações mirabolantes. Então, aceite minha forma sincera de dizer que sei de tudo isso e que vou aguardar aqui pelas novas férias, pelo próximo tempo disponível. E vou saber que você ma ama sempre que, mesmo que tudo contribua contra, você me mandar aquela mensagem me desejando bom dia ou boa noite. Sempre que você resolver estudar no meu quarto para pelo menos ficar pertinho.
Não vou dizer que te amo, mas folofow.
Não vou dizer que te amo, mas folofow.
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Só observo.
Eu te vejo e me encanto. Tão certo quanto a sua presença, mesmo quando metafísica, é aquilo que sinto. Observo enquanto você joga algo bobo. O tempo passando e você sempre aqui. Comigo.
Não estou inspirada. Os pensamentos depois da overdose de livros de ficção estão meio desconexos, ao menos por enquanto. Talvez por isso eu internalize você, te destrua em pedaços de vidro mentalmente para compreender cada caco do que te compõe.
Tão complexo e louco. Tão completo que me sinto drogada. Viciada. Nunca vou conhecer tudo de você e a única conclusão é que continuarei tentando, porque isso me instiga. Saber que você não é raso. Saber que em você posso me perder, me incita a continuar aqui; como uma história sem fim. Como um livro que, por mais que você tenha vontade de pular para a última página para descobrir o final, não o faz porque sabe que seria sem graça.
Não estou inspirada. Os pensamentos depois da overdose de livros de ficção estão meio desconexos, ao menos por enquanto. Talvez por isso eu internalize você, te destrua em pedaços de vidro mentalmente para compreender cada caco do que te compõe.
Tão complexo e louco. Tão completo que me sinto drogada. Viciada. Nunca vou conhecer tudo de você e a única conclusão é que continuarei tentando, porque isso me instiga. Saber que você não é raso. Saber que em você posso me perder, me incita a continuar aqui; como uma história sem fim. Como um livro que, por mais que você tenha vontade de pular para a última página para descobrir o final, não o faz porque sabe que seria sem graça.
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Inesquecível
Dizem por aí que é muito mais fácil ter momentos marcantes num início de relacionamento. E é. Logo, é de se admirar que mesmo depois de tanto tempo momentos se tornem inesquecíveis. A parte boa é que depois de um tempo você já sabe como funciona e mesmo enquanto está vivendo aquele momento é capaz de identificar exatamente o que ele vai se tornar na sua memória.
Sei que hoje é um dia em que eu vou conseguir fechar os olhos, lembrar do seu sorriso, lembrar de como ainda tenta me agradar. De como é muito mais intenso ganhar algo sem pedir por; de como você consegue ser um personagem dos meus contos românticos.
O que tenho a dizer é que dias como hoje me fazem confiante. Confiante de que você me quer. Confiante de que pouco a pouco vai me deixando te conhecer e te ter, até que estejamos misturados.
Hoje também me faz pensar no motivo pelo qual decidi começar essa história. E decidi porque vi em você tudo aquilo que eu queria em alguém.
Sei que hoje é um dia em que eu vou conseguir fechar os olhos, lembrar do seu sorriso, lembrar de como ainda tenta me agradar. De como é muito mais intenso ganhar algo sem pedir por; de como você consegue ser um personagem dos meus contos românticos.
O que tenho a dizer é que dias como hoje me fazem confiante. Confiante de que você me quer. Confiante de que pouco a pouco vai me deixando te conhecer e te ter, até que estejamos misturados.
Hoje também me faz pensar no motivo pelo qual decidi começar essa história. E decidi porque vi em você tudo aquilo que eu queria em alguém.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Coeficiente
Mera coincidência
Te encontrar perdido
Perdidos.
Um sorriso mais tarde
Suficiente
Te esperar na saída
Conversar na madrugada
Casar num domingo
E eu tenho sonhos
Só de te olhar dormindo
A aliança num cordão
Guardada contra o peito
E você me quer
E você não vai embora
Folhas do calendário caindo
Datas comemorativas passando
Presentes embaixo da árvore
E o seu olhar perdido
Gravado em mim
Guardado em mim
Permanece
É o comparativo
Uma lente para te ver agora
Te encontrar perdido
Perdidos.
Um sorriso mais tarde
Suficiente
Te esperar na saída
Conversar na madrugada
Casar num domingo
E eu tenho sonhos
Só de te olhar dormindo
A aliança num cordão
Guardada contra o peito
E você me quer
E você não vai embora
Folhas do calendário caindo
Datas comemorativas passando
Presentes embaixo da árvore
E o seu olhar perdido
Gravado em mim
Guardado em mim
Permanece
É o comparativo
Uma lente para te ver agora
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Naufrago
Eu tenho medo do mar
Medo daquilo que não se pode controlar
A pressão das profundezas
O impacto das ondas na beira
O esmagar contra as rochas
A ressaca.
A correnteza.
Tenho medo daquilo que me hipnotiza
Que usa sua beleza para atrair e aprisionar
Existe uma similaridade entre o mar e as pessoas
O ímpeto traiçoeiro escondido no reflexo
Ambos fazem você se aproximar
Para terminar tonto
Embriagado, cambaleante
Louco de sede mesmo cercado por água
Preso em Atlântida
Naufrago numa ilha
Medo daquilo que não se pode controlar
A pressão das profundezas
O impacto das ondas na beira
O esmagar contra as rochas
A ressaca.
A correnteza.
Tenho medo daquilo que me hipnotiza
Que usa sua beleza para atrair e aprisionar
Existe uma similaridade entre o mar e as pessoas
O ímpeto traiçoeiro escondido no reflexo
Ambos fazem você se aproximar
Para terminar tonto
Embriagado, cambaleante
Louco de sede mesmo cercado por água
Preso em Atlântida
Naufrago numa ilha
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
M.M.F.
Acho engraçado reparar hoje que em um período distante eu não me considerava apta a namorar. Pensei que precisava estar sozinha: conhecer-me, cuidar-me. E nesse tempo eu conheci alguém. Alguém que me fazia perder o sono. Que me fazia dormir tarde mesmo acordando cedo no dia seguinte, só para aproveitar um pouco mais de sua companhia. Alguém que eu tinha vontade de conversar todo o tempo e contar tudo que acontecia - Eu fiz um amigo. E durante um tempo essa amizade fortaleceu-se antes que eu descobrisse que estava encantada por ele. Que eu sorria sem perceber e sem conseguia controlar, quando estava com ele ou até quando apenas pensava nele. Quando ele teve sentimentos por mim, fugi; achei que não estava pronta. Que o compromisso significava abrir mão de mim mesma para cuidar de alguém e eu, tão quebrada e defeituosa, jamais poderia botar alguém em primeiro plano. Fiquei distante por um tempo, tentamos conversar algumas vezes, mas sempre ficava difícil demais estar perto, sentindo o que sentíamos. Os olhares eram tensos, faltavam palavras.
Posso dizer que a intensidade do que eu sentia continuou nesse período, platonicamente. E eu conseguia dizer que ele era diferente. Que os sentimentos eram genuínos mas queria que tudo desse certo, e não iria arriscar qualquer movimento sem pensar.
Até que em um dia, inesperadamente, senti seu beijo de novo. Um simples beijo que acabou com a dificuldade de tudo que eu estava sentindo. Um beijo para mostrar que gostar dele significa cuidar de nós dois.
Tivemos fases difíceis e ruins, não vou mentir. Considero um período de adaptação. Mas por mais difícil que tenha sido o tempo em que não estávamos juntos ainda, ele me fez tomar todas as decisões certas.
Hoje, sempre que falo de nós, continuo me emocionando. O que sinto por ele é muito forte e sinto-me extremamente feliz e satisfeita e amada e cuidada estando do lado dele. Acho que é por isso que nenhum esforço é demais para fazê-lo sorrir.
Posso dizer que a intensidade do que eu sentia continuou nesse período, platonicamente. E eu conseguia dizer que ele era diferente. Que os sentimentos eram genuínos mas queria que tudo desse certo, e não iria arriscar qualquer movimento sem pensar.
Até que em um dia, inesperadamente, senti seu beijo de novo. Um simples beijo que acabou com a dificuldade de tudo que eu estava sentindo. Um beijo para mostrar que gostar dele significa cuidar de nós dois.
Tivemos fases difíceis e ruins, não vou mentir. Considero um período de adaptação. Mas por mais difícil que tenha sido o tempo em que não estávamos juntos ainda, ele me fez tomar todas as decisões certas.
Hoje, sempre que falo de nós, continuo me emocionando. O que sinto por ele é muito forte e sinto-me extremamente feliz e satisfeita e amada e cuidada estando do lado dele. Acho que é por isso que nenhum esforço é demais para fazê-lo sorrir.
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
CAPÍTULO 1
Os barulhos do salto do sapato nas ruas de pedra ecoaram pelo silêncio da noite. Duas sombras na parede se moviam com pressa. A presa, uma moça em torno dos vinte anos, gritava – mas não havia resposta. Atrás dela, um homem alto de sobretudo branco se movia sem muita dificuldade para alcançá-la.
- Você não vê? Não adianta fugir. – Ele diz, com seu tom calmo sem ofegar.
Ele segura sua mão com força, impedindo-a de ir mais longe. Com a outra mão tateia o bolso do sobretudo. Ao encontrar, retira um canivete borboleta, fazendo algumas firulas para demonstrar sua habilidade precisa com o instrumento, enquanto ela geme de medo, os olhos desfazendo-se em lágrimas.
- Vamos ver o que faz de você especial, vamos?
Ao puxar seu braço para cima, faz com que ela fique equilibrando-se na ponta dos pés. Lentamente, desliza o lado sem lâmina em seu antebraço algumas vezes antes de finca-lo e abrir um corte reto. O sangue começa a escorrer e ela se debate tentando fugir. Ele pressiona a lâmina em seus lábios talhando um pequeno ferimento.
- Pare de me atrasar – Ele diz com um brilho sombrio em seus olhos.
Imediatamente guarda o canivete no mesmo bolso e retira um pequeno frasco de vidro, preenchido até a metade por um líquido azul, abre a tampa e recolhe o sangue escorrendo do braço dela.
- Agora que fiz meu trabalho, acredito que posso ter meu lazer.
Seus dedos se inclinam para os botões da blusa dela, abrindo delicadamente os dois primeiros e suficientes para exibir o decote que ela mantinha omitido, sua pele branca se arrepia ao sentir o frio da noite de inverno.
- Fique longe de mim – Ela grita exasperada.
Então ele a solta, com as sobrancelhas franzidas. “Não!”, ele diz, enquanto recua.
- Pessoas como você deviam morrer – Falando entre seus soluços.
Ela não compreende o motivo pelo qual ele a soltou, mas aproveita a oportunidade para discretamente tomar distância, percebendo que seria inútil voltar a correr. Observa enquanto ele retira novamente o canivete do bolso e expõe sua lâmina. Seus olhos se fecham por alguns segundos antecipando o novo golpe. Entretanto, assim que torna a abri-los se depara com a garganta dele cortada e o sangue espalhado manchando o tecido branco de seu sobretudo.
O canivete solta-se de sua mão, se chocando contra o chão de pedra. Ele ainda possui o olhar atordoando quando seu corpo se deixa cair também, espalhando a poça vermelha em volta dele.
Ela recua para trás, confusa e assustada. Quando sente suas costas esbarrarem em alguém. Automaticamente, sente um calafrio por todo o corpo com o pensamento de que ainda não acabou, sem coragem de se mover e sem saber que tipo de atitude tomar.
Então, sente uma mão pousar em seu ombro.
- Sim, acabou. – A voz atrás dela se pronuncia, com um tom tranquilizador. Soa como um homem velho.
Virando-se para ele, verifica que estava certa. A figura um pouco mais alta que ela aparenta ter cerca de sessenta anos. Ele sorri, mas ela desvencilha-se da mão em seu ombro e dá um passo de distância.
- O que está acontecendo? – sem saber se corre para trás, onde há um homem morto ou se continua tendo seu caminho bloqueado pelo novo homem desconhecido.
- Ele é – era – parte de um grupo que faz testes em pessoas especiais como você.
- Parte do teste inclui se matar na minha frente? – Sem saber muito bem responder à esquisitice proposta.
- Não. Obviamente, não faz. Isso veio de você. Entenda, quando digo que você é especial, não me refiro à sua beleza, seu jeito único de ser, ou qualquer baboseira do gênero. Você tem um poder especial, digamos que você possa convencer as pessoas a fazerem o que deseja. Ele não sabia disso quando veio procura-la.
- Isso se chama lábia, persuasão. Não é poder algum, chama-se linguagem corporal. E eu estou indo embora. – Suas palavras soam exaustas com os acontecimentos a lidar.
- Não vá. Há tanto para explicar.
- Você parece esperto o suficiente para saber que depois do que aconteceu hoje, isso não é hora ou lugar para ouvir qualquer história sem noção. E agora, se quer realmente fingir que possuo poderes, não venha atrás de mim.
Tomando cuidado para contornar o corpo caído, corre para longe. Ao virar a esquina, sente sua adrenalina aos poucos esvaindo-se. Ele não a seguiu. Ela suspira um pouco aliada pois percebe que não tinha sido esperta ao falar tão agressivamente com outro homem que poderia lhe fazer mal. Mesmo que fosse velho, ela era muito fraca para reagir. Ao chegar numa rua mais movimentada entra em uma pequena loja de café, onde se sente mais confortável, até perceber que sua bolsa caiu em algum momento.
- Boa noite! Em que posso ajudar – diz o atendente da loja.
- Poderia ajudar me trazendo um chocolate quente. Mas eu perdi minha bolsa, tive uma noite tão difícil. – e ele se põe a preparar o chocolate enquanto discretamente ela estica a manga dobrada da camisa para tapar o ferimento, antes que assuste alguém.
Ela senta na mesa mais perto da janela, perdida em seus pensamentos. “O que devo fazer agora com tudo isso que aconteceu? Ainda estou tão assustada. Queria poder compartilhar isso com alguém agora, mas está tão tarde. E aquilo que o outro homem falou, sobre poderes. Isso é tão absurdo.”
Apesar de julgar absurdo, decide que a única forma de tirar isso da cabeça seria testar e constatar que não é real. “Parece fácil conseguir coisas com jeitinho, eu suponho. Isso não é poder”. Retira o celular do bolso da calça.
Venha me buscar. Agora. – Ela digita e envia. “Não é como se fosse alguém importante, caso fique aborrecido, é apenas um conhecido”.
Cerca de quinze minutos depois, entra na loja um homem jovem, despenteado e com olheiras.“Ele veio. Droga!”
- Você está aqui, obrigada! Estava sem sono?
- Não, estou acabado. O que houve? – Parecendo indiferente.
- Preciso que você me leve para casa. Eu perdi a minha bolsa e... – As explicações lhe são supérfluas, ele já está abrindo a porta para que ela passe. Prosseguem num silêncio quebrado apenas pelas orientações de caminho, quando o carro estaciona em frente à portaria do prédio onde ela mora há alguns meses.
- Por que você veio? – Sua voz soa doce, porém confusa.
- Eu não sei. Não sabia que me importava tanto com você. Mas de repente senti que não poderia deixar de vir.
- Eu agradeço. Durma bem.
Batendo a porta do carro, ela se encaminha para o apartamento, trancando a porta atrás de si, quando sente todo o peso em seus ombros sendo maior do que pode sustentar. Seu corpo escorrega pela porta até sentar no chão, apoiando os braços nos joelhos e escondendo o rosto com as mãos. As lágrimas são inevitáveis. A dor no braço se torna insuportável. Está suja e descabelada. Mas só há um pensamento em sua cabeça:
- E se eu realmente matei ele?
sábado, 25 de abril de 2015
Stella
Let me be that Stella girl
Let me be the "broke away, broke away"
I want more from this life
But I don't want to dive
Some things are invisible
Some things you can't hide
I don't want to fall
Right now, I just want to feel the heat
I know your body has
Maybe it works for remembering
All the chances I had
I could just left
Why did I stay?
Are the people watching?
Are they watching us, watching us?
Am I alright?
Am I normal enought?
"She broke away, broke away"
But I'm still here
As an ode to 'no meaning'
When I know I have just the power to be free
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